segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Repercussão sobre o caso do Segurança de supermercado que matou jovem com gravata no Rio


O segurança Davi Amâncio, que matou o jovem Pedro Gonzaga na última quinta-feira (14) com uma "gravata" em um supermercado da rede Extra no Rio, já foi condenado por lesão corporal após agredir ex-companheira, e não poderia exercer a função, segundo o Fantástico. Segundo o laudo do IML, a causa da morte foi estrangulamento.
Conforme informou o programa da TV Globo hoje, a ex-mulher de Davi disse que condenação aconteceu depois de "uma discussão motivada por ciúmes", seguida de "vários socos no rosto, na frente dos seus filhos". 
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios. O segurança foi preso em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Entretanto, o suspeito foi solto após pagar fiança.
A Groupe Protection, que presta serviços para o Extra e da qual Davi é funcionário há um ano e dois meses, diz que a checagem da ficha criminal fica a cargo da Polícia Federal e não da empresa.
Em nota ao Fantástico, o supermercado Extra disse que "os vigilantes foram definitivamente afastados das operações da rede" e que "se for comprovada a responsabilidade do segurança pela morte do jovem, o contrato com a prestadora de serviço será cancelado". 
Relembre o caso
O jovem de 19 anos morreu na última quinta-feira (19) depois de ser imobilizado pelo segurança em um supermercado da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo o mercado, ele teria tentado furtar a arma de um dos vigilantes. 
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o rapaz sendo imobilizado, aparentemente desacordado, com o segurança Davi Ricardo Moreira deitado sobre ele. O segurança refuta pedidos de outras pessoas para que solte Gonzaga.
Uma delas diz: "Está desmaiado, não está não?". Outra fala: "Ele tá com a mão roxa". Mas o segurança se nega a sair de cima e responde: "Quem sabe sou eu". 
O rapaz chegou a ser levado pelos bombeiros com quadro de parada cardiorrespiratória para o Centro de Emergência Regional, que fica junto ao complexo do hospital Lourenço Jorge, também na Barra.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o jovem deu entrada às 14h. Já na unidade, ele sofreu mais duas paradas cardiorrespiratórias e morreu às 15h10.

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